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domingo, 28 de agosto de 2011

Maria Leosilda Leite da Nóbrega, 16 de abril de 1968 a 03 de julho de 2004

         Leosilda, é a filha caçula do casal Olegário Praxedes da Nóbrega e de Corina Leite da Nóbrega, nasceu na cidade de Pombal – PB, no seio de uma família cuja prole é composta de cinco irmãos.
Viveu toda a sua adolescência e juventude na cidade, cursou o antigo primário e o Ensino médio na Escola Estadual de 1 º e 2 º graus “Arruda Câmara“, cursando, ao mesmo tempo o Pedagógico, na Escola Normal “Josué Bezerra”, concluíndo tudo em 1988.
No dia em 06 de junho de 1987, casou-se com José Willames Batista de Assis, filho de Joaquim Lúcio de Assis e de Dulce Batista de Assis, pois era o seu grande amor, com quem teve seu único filho Kervy Taffarel Leite da Nóbrega Assis. Ao lado de seu esposo sempre trabalhou ajudando a sua família no trailler de lanches que ambos possuiam e depois no anos a frente no Mercadinho Bom Sucesso ( o qual ajudou a adquirir), além das suas atividades como educadora. Em junho de 2000, Zida, como era conhecida na cidade, recebeu a grande notícia que havia passado no concurso público da Prefeitura Municipal de Pombal, sendo classificada na 18ª posição para o cargo de professora do Magistério – MAG I, onde foi lotada para a Escola Municipal de Ensino Fundamental “Professor Newton Seixas” (CAIC), ensinando a 4ª série do ensino fundamental.
Em 12 de julho de 2002, a professora Leosilda conclui o curso de Licenciatura em História na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, em Patos, continuando a prestar serviços na mesma escola e dedicando-se incansavelmente. Sua contribuicão para a formação escolar e social daquele alunado durante quatro anos,( período curto, mas, que deixou em todos a marca da dedicação, responsabilidade e competência desta brilhante professora), foi de suma importância. Isso porquê foi acometida por um aneurisma cerebral, que a levou do nosso convivio, falecendo no Hospital de Emergência e Trauma, na capital do Estado, deixando para os familiares, amigos, colegas de trabalho além dos seus alunos, o sentimento de saudade , exemplo de vida e a certeza de que ela está junto de Deus.
Em dezembro de 2007, os seus alunos que ora concluiam o 9º ano do Ensino Fundamental, prestaram uma bonita homenagem por ocasião da Missa dos Concluintes, mais uma vez emocionando a todos os seus parentes e amigos.
Trago algumas recordacões de Leozilda, pois todas as tardes que tinha de folga, vinha auxiliar o seu marido no mercadinho, agente entrava para comprar, e lá estava ela pronta a nos atender! Um tanto concentrada e séria, mas muito receptivel, essa era a sua marca, e também gostava de fumar, quando sorria ficava bem a mostra um pontinho de sinal no canto do lábio superior. Lembro-me de uma tarde e salvo o engano, foi este o horário que ela entrou numa ambulancia para viajar , eu estava abrindo a igreja e a vi, eu não sabia era ela que ia se consultar, pensei que fosse ser acompanhante de alguém, mais depois recebi a triste notícia de sua partida e demorei para acreditar, pois era tão jovem e cheia de vida, com um desejo de vencer e crescer que até me surpreendeu, mas todos iremos um dia e não importa quantos anos temos nem o que fazemos, simplesmente partiremos!
A amiga Leozilda, o meu meu muito obrigado por sua contribuicão e dedicacão aos meninos de nossa Pombal. Sua luta será reconhecida além de sua determinacão implacável pela boa aprendizagem! Que o Deus da vida a recompense e te dê a paz.


Texto adaptado da biografia elaborada pela família, por Paulo Sérgio.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Ivanil Salgado de Assis, 11 de Outubro de 1924 a 19 de Janeiro de 2011.

           
            ``Esta hora respira uma beleza quase divina: salva os sentimentos, pois a mulher ao invés de abençoar é abençoada.``
Ivanil Salgado, era filha do casal Antônio Salgado de Araújo e Maria Arnaud Salgado (Mariinha), aos três anos de vida perdeu sua genitora, a partir daí foi morar no sítio Assento da Pedra e criada como neta na casa de dona Doninha. Cursou o colegial, no antigo Curso de Madureza, no Colégio Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa- PB; Posteriormente, como uma exigência para lecionar, terminou o Curso Pedagógico na Escola Normal Josué Bezerra em Pombal, escola esta que futuramente iria lecionar.
Sua grande paixão sempre foi o magistério que desempenhou impecavelmente. Mestra por vocação ensinou na cidade de Campina Grande-  PB, no Colégio Estadual João Moura e no Colégio das Damas, lecionou ainda na Escola Estadual João da Mata, e por muitos anos foi Diretora Escolar além de  lecionar no Colégio Josué Bezerra, no curso pedagógico, ambos na cidade de Pombal- PB. Além do magistério Ivanil, gostava de escrever crônicas literárias, biografias e cronológicos escritos de forma manuscrita, reverenciando seus familiares e entes queridos que partissem em busca da eternidade.

``Este grito que abalou rochedos celebrou o sete de setembro como o dia da Pátria, data magna da nacionalidade... ``
``Pombal, nascente radiante de formosura do milagre Divino, sob a bendita proteção de Nossa Senhora do Bom Sucesso... ``

                                                      Ivanil Salgado de Assis

 Apesar das dificuldades na sua infância, soube ser uma jovem forte , pois a vida exigiu dela sem piedade, mas agora ivanil era mulher feita, e buscou a sua felicidade. Deus concedeu a ela um grande e inesquecível amor, no seu caminho pôs um homem muito honrado, e digno dos seus sentimentos, este homem, Geraldo Arnaud de Assis que no dia 28 de dezembro do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, 1950 a conduziu ao altar na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso, e quem assistiu os seus votos de amor, foi ninguém menos que o padre vigário, o Monsenhor Valeriano Pereira. Desta união nasceram: Geraldo Júnior( Dr.Geraldinho), Olenka, Odilon e Ivanoska, além de ter criado o sobrinho Alberto Bandeira (Beca), o qual considerava parcela de seu coração. Os filhos cresceram e também seguiram o exemplo de seus pais, dando ao casal, os netos tão abençoados, Geraldo Terceiro, Danuta, Caroline, João Geraldo, Breno, Arthur, Caio, Artur José, Bernardino Terceiro, Alberto Segundo, Pollyana, Tiago e Liana. Ela teve o prazer de ter no colo seus bisnetos: Nara Nair (filha de Caio), Júlia, João Victor (filhos de Bernardino Terceiro), bem como Gabriela, Guilherme, Rafaela e Ana Clara (Filhos de Dr. Albertinho).  
Acredito que não poderia me esquecer de Nachite Coelho Viana (Tita para os filhos e sobrinhos), ela chegou ainda Mocinha no início de sua união, e a auxiliou na criação de seus filhos, além de um braço forte nos momentos finais de sua passagem aqui na Terra.
Era grande a movimentação na casa de Ivanil e Geraldo Arnaud no dia da Ceia Santa, pois exatamente neste dia, ela tinha um capricho especial para  apresentar aos seus filhos e amigos sua mesa variada, farta e bonita, trazendo doze tipos de comida, acredito que fosse uma simbologia particular, representando ou uma simples dedicação a cada um dos apóstolos do Senhor.  Será sempre uma doce recordação, para todos, não só o banquete, mas a grandiosidade de seu gesto.
Quando ouvi falar a respeito de dona Ivanil, idealizava uma senhora distinta, bem refinada e cheia de mordomias como meia dúzia de senhoras importantes, que conhecia nesta vida, enganei-me! Pois quando fui apresentado formalmente àquela senhora, pude constatar uma simplicidade e uma doçura em seu semblante, nobreza e paz no seu olhar, e me recordei da minha bisavó Ana, unicamente pelos cabelos brancos e sua simplicidade, ela era muito doce, sem falar na baixa estatura. As palavras desta mulher admirável, até então apenas pronunciadas aos meus ouvidos através de suas crônicas, não me deram a descrição exata, mas fugia dos traços citados no parágrafo anterior literalmente, como disse, demonstrava ter pouquíssimo apego às coisas materiais, e a forma como tratava aqueles que a serviam, deixava boquiabertos todos os freqüentadores de sua casa, pois tinham por ela um sentimento filial. Na sua casa, na rua Cel. João carneiro,114, Brígida, Lucelma Santos e Negro Tico, nunca foram tratados diferentes dos filhos ou netos que andavam por lá, eram seus iguais, ela até ajudava a enxugar a louca, era admirável isso, não foram falsas as lágrimas que rolaram nos rostos de todos!
Ivanil Salgado, era toda determinação, não se permitia desistir! As voltas e tropeços da vida renderam a ela muita força. Enfrentou situações dolorosas para uma filha, sofreu com preocupações de mãe, como tantas mães por aí, lutou contra um câncer, mas conseguiu alcançar os seus sonhos, viu seus filhos se realizarem na vida, venceu o câncer por duas vezes, e terminou os seus dias com a lembrança de uma vida, ou de um beijo no seu único e verdadeiro amor, na sala de sua casa onde passaram toda sua vida juntos na hora da saída para Campina Grande , uma consulta de rotina, ela beijou o seu velho e respeitado companheiro, e dias depois na casa de sua filha Ivanoska. Deve ter sido muito linda esta cena, afinal sessenta anos são sessenta anos, e sadios vale salientar!
A esta senhora que se alegrava com minha visita e pude dar a ela uma rosa branca no dia do seu aniversário assim que nos conhecemos, e assim como aquela rosa adornando a sua sala, ela adornou a vida de tantas pessoas, fazendo parte da história da nossa terra de Maringá, o meu muito obrigado, que o Majestoso Deus da Vida a recompense muito!




Adaptado da biografia elaborada por Severino Coelho, por Paulo Sérgio.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Margarida Pereira da Silva, 18 de julho de 1950 a 05 de outubro de 2000.

No Sítio Olho D'água  localizado no território de Pombal- PB nasceu Margarida. Sua família muito humilde, porém honrada era composta por 04 irmãos, seu pai Francisco (um agricultor) e sua mãe Antônia, que além de cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos, também auxiliava seu esposo no trabalho da roça. 
Para poder estudar, o único jeito encontrado pela jovem Margarida foi trabalhar no Colégio das Freiras localizado aqui em nossa cidade. Lá germinou a primeira semente de lutar em prol da melhoria de vida de  outras “Margaridas”.
Ela começou suas atividades na área social aos 17 anos, organizando um grupo de crianças para recreação e lazer aos domingos, além de montar  uma turma de estudo da língua inglesa na periferia de Pombal - PB.  Já em 1977, juntamente com um grupo de brasileiros e alemães, que por aqui estavam a serviço por um período de dois anos, fundou a Creche “Pequeno Príncipe” inicialmente com 35 crianças, passando a atender posteriormente, 144 na faixa etária de 0 a 07 anos de idade. Como se não bastasse esta ampliação no atendimento destas crianças que deixavam a creche por atingir a idade máxima de permanência na instituição (07 anos) e, percebendo que quase nada se tinha feito em favor dessas vidas, que, indefesas, continuavam a perambular pelas ruas da cidade, catando lixo e restos de alimentos, sem escola, ou sem famílias e ainda por cima, sem lazer! Percebeu que algo a mais precisaria ser feito, e ela fez!
No ano de 1986, fundou o Clube do Menor Trabalhador-CTB (hoje Centro de Educação Integral “Margarida Pereira da Silva” - CEMAR), em decorrência da ampliação das ações de desenvolvimento na Creche Pequeno Príncipe. Juntamente com pessoas ligadas e envolvidas com as questões relacionadas a crianças e adolescentes em situações de risco social, e desprovidas de assistência política e social básicas, por meio de grupos não governamentais que ganhou proporção. Tamanha determinação rendeu a nobre professora vários reconhecimentos e homenagens no exterior (títulos entre outros), e do sul do país (a Rede globo veio a Pombal e fez uma bonita homenagem no quadro Gente que Faz), fazendo revelar que uma nordestina mais precisamente uma paraibana de cor negra batalhou a custa de seu esforço e amizades que construiu, provou ser possível mudar a cara dos jovens deste país. Mas apesar dos esforços desta grande guerreira que lutou para que muitos pequeninos não tivessem uma vida de sofrimentos triplicados, resgatando- os desta linha de pobreza, ela foi pouco valorizada na sua terra natal, nem por isso ela fraquejou, continuou e continuou, como se fosse uma grande locomotiva que sonhava não em ser reconhecida pelos seus, mas simplesmente fazer o bem.
 Margarida foi ceifada do nosso convívio muito cedo, vitimada em um trágico acidente automobilístico, quando se dirigia para a cidade de Coremas, certamente esperava por lá auxiliar a mais alguém , como sempre o fez, foi a sua missão e a sua vocação. 
O seu exemplo de vida, fortaleza e luta por um futuro digno para crianças e adolescentes, está sendo vivenciado por àqueles que Margarida instruiu e deveras acolheram seus ensinamentos, e estão mostrando capacidade em ajudar os outros, dando um pouco do seu tempo, seu amor, seu trabalho e seu esforço, fazendo a diferença para os que procuram o CEMAR, que hoje completa 25 anos Fazendo Valer Direitos Humanos, e esse sempre foi o lema principal de Margarida. O CEMAR foi posso dizer não era o único , mas tornou-se o ultimo sonho desta mulher, a partir do sonho de uma criança simples vinda do sítio Olho D’água, que lutou e aprimorou os seus conhecimentos e jamais pensou no pronome meu, sempre foi nosso, pois a união de um grupo de amigos a ajudou a realizar este sonho para todos!
A Margarida Pereira, o meu muito obrigado, em nome da nossa cidade, principalmente pelos inúmeros empregos diretos e indiretos que a sua realidade proporcionou, sem falar dos lares e das crianças que hoje são homens e mulheres de bem, profissionalizados, capacitados e talvez não estejam ricas, mas aprenderam o valor da riqueza de ser solidário no serviço ao próximo. Ela simplesmente o foi... Margarida!
Que Deus a recompense por suas ações como mãe e educadora, pois você abraçou o futuro de muitos diamantes meninos e ajudou a lapidá-los em valiosos homens, por isso que o professor Luiz Barbosa(Luizinho), escreveu uma musica para homenagear o desempenho desta ilustre mulher, ele diz:

Ma
Mar
Marga
Margarida

Bela flor, uma vida
No sertão brotou
Se fez mulher
Se Fez mãe sem procriar
Sensível, guerreira e sonhadora
De tantos protetora...


Visite o CEMAR, e conheça o seu trabalho.

                                                  Adaptado da biografia elaborada pelo CEMAR, por Paulo Sérgio.

domingo, 31 de julho de 2011

Maria Mathias Alves(Nicaula), 03 de Junho de 1945 a 03 de Maio de 2000.


            Professora Nicaula, é natural de Petrolânia no estado de Pernambuco, e filha do casal José Mathias Barbosa e Josefa Maria da Conceição. Por volta de 1969, chega a Pombal-PB, casada civilmente com Aloizio Porfírio Alves e 30 anos depois se deram na presença de Deus para o casamento religioso.
            Mulher de fibra e religiosa, mantinha a sua devoção ao Deus Onipotente, e esta devoção fez brota no seio de seu lar seis filhos: Sandra, Ana Karla, Elizângela,Aloizio Junior, Alessandra e Anderson, estes por sua vez lhe deram dez netos: Maria Eduarda, Carlos Eduardo, Amanda, Aluízio Neto, Tássia, Tarciane, Tarcila, Maria Nicaula, Lucas e Heloá, além dos seus genros e noras: Carlos, Joaquim Filho(Preto), Tarcísio, Jucélia, e Aline assim sua prole está representada.
            Nicaula, concluiu o 1º grau na cidade de Paulo Afonso-BA , e o 2º grau  concluiu em Pombal-PB, quando cursou o supletivo. Ela era apaixonada pelo magistério e por este motivo batalhou e concluiu o 3 º grau com a Licenciatura em Estudos Sociais em 1981 e Licenciatura Plena em Geografia em 1984 no Campus V, Universidade Federal da Paraíba(UFPB), Cajazeiras-PB. Como toda apaixonada, ela buscou adquirir sempre mais conhecimentos, além do que foi relatado sobre a professora elencam-se:
 No  ano de 1967, cursou o Aperfeiçoamento em enfermagem em Paulo Afonso –BA;
Em 1980, de 08 a 20 de dezembro, participou do curso de treinamento de professores realizado pelo Centro de Formação e treinamento de Professores;
Treinamento para técnicos e professores alfabetizados realizado pelo Centro de Formação e Treinamento de Professores em Alagoa Grande-PB de 07 a 11 de Maio de 1984;
Participou do evento: ``A vida do escravo no Brasil``, realizado pela UFPB;
                        - Noções Gerais  de Arqueologia Pré- Histórica: Pré-História do nordeste brasileiro, realizado pela UFPB, em novembro de 1998, em Pombal-PM;
                         - Curso de flores realizado pela secretaria de educação e cultura da Paraíba , na escola ``Monsenhor Vicente Freitas``.
Com sua vida dedicada ao magistério foi professora e fundadora  da Escola Estadual de 1º e 2º graus ``Dr. Trajano Pires da Nóbrega``, em Condado-PB;
Professora da Escola ``Monsenhor Vicente Freitas`` em Pombal-PB, de 15 de outubro de 1984 a 03 de Maio de 2000;
Membro do conselho do corpo de Jurados desta comarca, aonde prestou relevantes serviços, rendeu a professora no dia 23 de dezembro de 1994, pela casa Avelino Elias de Queiroga, o Título de Cidadã Pombalense.
Nicaula, fez sua história e contribuiu na composição da história de muitos filhos de Pombal e obviamente nos 313 anos desta terra, ela  deu sua contribuição, obrigado!


                                                                                         Texto elaborado pela família Mathias